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Santa Margarida Ball (Margaret Ball)

Em setembro de 1992, o Papa João Paulo II beatificou dezessete mártires irlandeses, entre os quais a “Beata” Margarida Ball, única mãe de família naquele grupo de santos que deram sua vida por Cristo.

No século XVI a Irlanda estava sob o domínio do rei inglês, Henrique VIII, que se declarou chefe da Igreja e do Estado, rompendo assim com Roma e criando o cisma Anglicano. Qualquer um que professasse a fé católica era tratado com severidade. Mosteiros que cuidavam dos pobres e doentes foram fechados, relíquias antigas foram destruídas e a educação católica deixou de ser permitida, e a missa teve que ser celebrada em segredo.

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Margarida nasceu em 1515, na próspera família Berminghan. Casou-se aos 16 anos com Bartolomeu Ball e deste matrimônio nasceram mais de 20 filhos, dos quais poucos chegaram a idade adulta. Eram um casal extremamente unido, com profunda religiosidade, e uma sólida posição econômica acompanhada de prestígio indiscutível. Não demorou muito, seu esposo tornou-se o prefeito de Dublin.

Os laços estreitos que ligavam a Inglaterra com a Irlanda resultaram que em 1536, ou seja, cinco anos após o “ato de supremacia” que proclamou o rei Henrique VIII chefe supremo da Igreja da Inglaterra, o parlamento de Dublin também reconhecesse Henrique VIII como chefe da igreja irlandesa, determinando desta forma a separação da Igreja de Roma.


Fé inabalável

A fé de Margarida Ball intensificou-se nessa época de tal forma que ela desafiou as autoridades. Ajudou a organizar em segredo a educação religiosa, promovia aulas de catequese e escondia religiosos e sacerdotes em sua casa, o que significava que a missa era celebrada lá quase todos os dias. Ao realizar essas ações, Margarida sabia que haveria consequências, caso ela fosse apanhada.

Seu esposo, Bartolomeu, morreu em 1568 e a santa, além da tristeza pela morte do marido, também via-se desprotegida e sem o apoio que dele recebia para professar e defender a Fé Católica. Apesar de tudo, ela continuou recebendo em sua casa sacerdotes e religiosos, mesmo correndo grande risco.  Sua casa foi muitas vezes invadida e depois de um desses ataques S. Margarida e um padre foram levados pelas ruas de Dublin e preso. A acusação? Ter permitido a realização de uma missa em sua casa. Logo foi solta e voltou ao seu apostolado.


O Novo Prefeito de Dublin

Foi nessa época que Walter, filho de Margarida, abandonou a fé Católica tornando-se grande crítico e, mais tarde, perseguidor do catolicismo. Sua fama cresceu tanto que, em 1580, Walter tornou-se prefeito de Dublin, e começou a pôr em prática as reformas religiosas exigidas por Elisabeth I, rainha da Inglaterra.

Santa Margarida, cumprindo o seu papal de mãe, tentou mostrar a seu filho que nenhum cargo político poderia ser comprado com a perda da fé. O filho, com o coração endurecido não ouviu os conselhos de sua mãe, ao contrário, viu nela sua maior inimiga e obstáculo para alcançar seus objetivos.

Walter tomou duras atitudes para que a cidade se livrasse do catolicismo. Em um de seus decretos ordenou a prisão imediata de sua própria mãe, acusando-a de alta traição, por ter hospedado sacerdotes católicos em sua casa.

Margarida, contando com quase 70 anos de idade, foi transportada em uma carroça pelas ruas de Dublin sob vaias e gritos de toda a cidade. Foi levada para o Castelo de Dublin e lançada numa cela.

As péssimas condições e as torturas prejudicaram sua saúde.  Algum tempo depois, muito debilitada, as autoridades lhe ofereceram a liberdade em troca de uma renúncia pública da sua fé. A Santa não aceitou e preferiu passar seus últimos dias na prisão. Veio a falecer 1584.

Fonte: http://www.santiebeati.it/dettaglio/93298

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