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Ascensão do Senhor

A festa da Ascensão do Senhor propõe assim honrar o triunfo de Jesus, subindo ao céu, 40 dias depois da Ressurreição. Este acontecimento, sendo o penhor ida nossa própria glorificação futura, nos convida à alegria e à confiança. De fato, sendo o céu a residência do nosso Pai divino, para ali devem convergir todas as nossas aspirações.

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Santo Agostinho diz que esta festa vem da época dos Apóstolos, e merece ser celebrada com toda solenidade, para melhor orientar os fiéis para o céu, a pátria definitiva.

40 dias sobre a terra

Havia 40 dias que Jesus Cristo ressuscitara dos mortos. Aproxima-se assim o tempo em que devia deixar esta terra. Os Apóstolos, avisados pelo divino Mestre, voltaram para Jerusalém, onde se reuniram no Cenáculo.

Jesus levantou-se, dirigindo-se para o monte das Oliveiras. Tendo chegado ao cimo, lançou então um derradeiro olhar àquela pátria terrestre, onde tinha passado 33 anos.

O seu semblante está comovido pelas lembranças do passado, pela visão do futuro, pelas ternuras presentes, na hora da despedida, pois exprime tudo isso e reflete todo o seu Coração e toda a sua alma.

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E aí, a seus pés, a seu lado, estão os discípulos, os seus Apóstolos, Pedro, João, a sua Mãe querida, toda radiante pelo triunfo de seu Jesus, mas comovida pela próxima separação. Jesus dirige-se a sua Mãe, trocam um último olhar Jesus! minha Mãe! Adeus, até em breve!

E fitou os Apóstolos. Eis todos os olhares fixados em Jesus. e doces corno a aurora, suaves como a brisa matinal, caíram dos lábios de Jesus estas palavras sublimes. as últimas, que devia pronunciar neste mundo: “Ide por todo o mundo pregar o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado será salvo: o que porém não crer, será condenado” (Mc 16, 15)

Prostremo-nos em espírito, em adoração, aos pés do divino Mestre, e beijemos, pela última vez, estes pés sagrados, antes que deixem a terra, elevando-se para o céu.

A subida

Todos os olhos estavam cravados no divino Salvador, contemplando sua fisionomia e o seu olhar cheio de ternura, que passeava pelos assistentes. Como para dirigir a cada um último adeus. Depois levantou as mãos para dar a todos uma bênção suprema, e enquanto os abençoava, prostrados a seus pés, de repente, o seu corpo glorioso se elevou acima da terra em direção aos céus. 

Mudos de surpresa e admiração, os Apóstolos e discípulos seguiram-no, longo tempo com a vista, até que enfim, uma nuvem o envolveu e subtraiu aos seus olhos. E como não cessavam de fixar o ponto. onde o tinham visto desaparecer. apresentaram-se a eles dois anjos vestidos de branco, dizendo: “Homens da Galileia, por que permaneceis assim olhando para o céu? Esse Jesus que, separando-se de vós, foi arrebatado ao céu, virá do mesmo modo que o vistes ir para o céu. (At. 1, 2)

E Jesus continuava a subir para o trono de seu Pai. Imediatamente se viu rodeado de inúmeras legiões de almas que, retiradas no limbo, estavam esperando que o novo Adão lhes abrisse as portas do céu.

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E Jesus ia subindo, subindo, até chegar às portas do Paraíso celestial. Davi cantou, poeticamente, esta chegada do Salvador. Os anjos ouviram, de repente, o hino triunfal das almas que acompanhavam o Filho de Deus e que cantavam: “Príncipes. abri as vossas portas; abri-vos ó portas eternas e entrará o Rei da glória!

Quem é este Rei da glória? perguntaram os anjos. É o Senhor, é o Deus forte e poderoso, é o Deus invencível, responderam os santos.

Conclusão

Desde a Ascensão do Senhor até ao Juízo final, A Igreja, o reino de Jesus, não cessará de se dilatar e enviar eleitos para o céu. A conclusão a tirar da festa da Ascensão gloriosa do nosso divino Salvador deve ser: as aspirações ao céu, para irmos com Ele gozar da felicidade eterna.

Onde está o nosso tesouro, de fato lá deve estar o nosso coração, disse o Mestre (Mt 6, 2) O nosso coração deve estar no céu com Jesus Cristo, Ele deve ser o nosso fim último; ora, todos os seres têm uma tendência natural para o seu fim; devemos ter, pois, uma tendência natural para o céu. Em outros termos, devemos dar a nossa vida uma direção para o céu.

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São João Paulo II nos ensina: “A Ascensão do Senhor é o momento final da ‘Páscoa’ de Cristo, que o Evangelista João descreve, precisamente, como passagem ‘deste mundo para o Pai’ (Jo 13, 1). Ele deseja conduzir toda a humanidade para o único Pai celeste. ‘Vou preparar-vos um lugar Ele disse aos discípulos, durante a Última Ceia … para que, onde Eu estiver, estejais vós também’ (Jo 14, 3). Que a festa de hoje acenda nos nossos corações o desejo do Céu, a nossa pátria eterna. (…) Maria, Rainha do Céu, nos ajude também a todos nós, a viver com o olhar constantemente voltado para Cristo, que hoje se eleva triunfante para a glória do Paraíso.”

Oração do dia

Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho, já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

Obras consultadas:

  1. Pe. Júlio Maria, O Evangelho das Festas Litúrgicas e dos Santos mais populares, Editora “O Lutador”, Manhumirim, 1952
  2. João Paulo II REGINA CAELI, 1 de Junho 2003, Solenidade da Ascensão

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