Natividade de Nossa Senhora

A Igreja comemora a Solenidade da Natividade de Nossa Senhora. Comemora o início da redenção do gênero humano. De fato, o nascimento d’Aquela de onde nasceria o Redentor!

 

Origem da Festa

Está inteiramente de acordo com o espírito da Igreja festejar com alegria a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, comemorada no dia 8 de setembro, exatamente nove meses após a solenidade da Imaculada Conceição.

“A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas”, afirma o Calendário Litúrgico Bizantino. A Natividade de Maria era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Ela tem provavelmente sua origem em Jerusalém, em meados do século V. Foi em Jerusalém que se manteve viva a tradição que a Virgem teria nascido junto à Porta da Piscina Probática.

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Por que dia 8 de setembro?

Segundo uma bela tradição, a festa da Natividade de Nossa Senhora teve início no ocidente quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, devido uma revelação, no ano 430. 

“Um senhor de Angers encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 8 de setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no Céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam em razão de sua alegria pelo nascimento de Nossa Senhora durante a noite daquele dia”.

Em Roma, já no século VII, esta festa era comemorada com grande procissão. Mais tarde, Fulberto, Bispo de Chartres, propagou esta data por toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concilio de Lyon, estendeu a festividade para toda a Igreja.

 

Maria, Aurora de Deus

O nascimento da Santíssima Virgem é o fim da triste noite, noite escura de séculos em que a humanidade jazia sepultada no pecado. É Isaias que diz que vivíamos nas sobras da morte, porque nossa realidade era tão triste que não poderia comparar a outra coisa, que não fosse as trevas da morte.

Como é triste a noite! Como seria uma noite de muitos dias? De muitos anos? De quatro mil anos! 

Pois bem, em meio a esta noite escura, brilhavam estrelas, eram almas boas, dos patriarcas, profetas e justos. Porém, essa luz era insuficiente para dissipar as trevas. Basta vermos o que se passa com as estrelas numa noite escura. Por mais belas que sejam, sua luz é nada, tropeçamos, caímos, etc.

Porém, se no meio da escuridão vemos a luz da aurora, então sim, nos alegramos, pois, a aurora trás consigo a luz do sol. Assim apareceu Maria no meio das trevas da morte, como a Aurora de Deus

Quando a aurora aparece no firmamento, as feras e animais noturnos fogem e se escondem, ao passo que as aves inocentes cantam, as flores desabrocham e tudo se veste de cor. Assim, ao nascer Maria, os demônios fogem, os anjos cantam, as virtudes florescem e todo o mundo se ilumina de alegria. Essa é a Natividade de Nossa Senhora.

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Antes de Jesus vem sempre Maria

A natureza canta esta verdade, que Maria vem sempre antes de Jesus. Deus quis que na natureza não nascesse o sol de repente, mas que o precedesse a formosura da aurora. Do mesmo modo, Ele quis que Jesus, Sol de justiça, nascesse sem que antes brilhasse a aurora, uma Menina, Rainha, Filha, Mãe e Esposa Imaculada de Deus.

Esta aurora chama-se Maria. É interessante percebermos que, na Bíblia vemos que, quando Deus escolhe alguém para uma missão, um dos primeiros atos é mudar o nome desta pessoa, para que este nome representasse sua missão. Assim foi com Abrão, que chamou-se Abraão, Cefas, chamou-se Pedro, Saulo, Paulo.

Mas pense bem… O que são os chamados de todos estes personagens da história da salvação, comparados à Maria? Que outro nome dar a ela?

O Evangelho que tão poucas palavras diz da vida de Maria, não omite este pormenor de tanta importância e diz: “e o nome da Virgem era Maria”.

 

Conclusão

São Bernardo, em um de seus sermões diz:

Alegra-te, Adão, nosso pai, e sobretudo tu, Eva, nossa mãe. Fostes ao mesmo tempo os nossos pais e os nossos assassinos; vós que nos destinastes à morte ainda antes de nos terdes dado à luz, consolai-vos agora. Uma das vossas filhas – e que filha! – vos consolará… Vem então, Eva, corre para junto de Maria. Que a mãe recorra à sua filha; a filha responderá pela mãe e apagará a sua falta… Porque a raça humana será agora elevada por uma mulher.

Que dizia Adão outrora? “A mulher que me deste ofereceu-me o fruto da árvore e eu comi.” (Gn 3,12) Eram palavras más, que agravavam a sua falta em vez de a apagarem. Mas a divina Sabedoria triunfou sobre tanta malícia; aquela ocasião de perdoar que Deus tinha tentado em vão fazer nascer, ao interrogar Adão, eis que agora a encontra no tesouro da sua inesgotável bondade. A primeira mulher é substituída por outra, uma mulher sábia no lugar da insensata, uma mulher humilde tanto quanto a outra era orgulhosa.

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Em vez do fruto da árvore da morte, ela apresenta aos homens o pão da vida; substitui aquele alimento amargo e envenenado pela doçura dum alimento eterno. Muda então, Adão, a tua acusação injusta em expressão de agradecimento e diz: “Senhor, a mulher que tu me deste apresentou-me o fruto da árvore da vida. Comi dele e o seu sabor foi para mim mais delicioso do que o mel (Sl 18,11), porque por este fruto me devolveste a vida.” Eis porque é que o anjo foi enviado a uma virgem. Ó Virgem admirável, digna de todas as honras! Ó mulher que temos de venerar infinitamente entre todas as mulheres, tu reparas a falta dos nossos primeiros pais, tu dás vida a toda a sua descendência.