O Dia de Finados

O Dia de Finados é o complemento da festa de Todos os Santos. A Igreja divide-se em três partes: A Militante aqui na terra, a Padecente no purgatório, e a Triunfante no céu. A Igreja Militante presta no dia 1º de novembro a sua homenagem à Triunfante. No dia seguinte, reza pelas almas do Purgatório.

A Igreja sempre rezou pelos seus mortos, mas foi apenas no século X que instituiu uma festa oficial para o dia de finados. Foi santo Odilon, abade do mosteiro de Cluny, na França, quem recordou-se de celebrar esta festa em todos os conventos de sua ordem. Em pouco tempo este costume de celebrar o dia de finados foi adotado pela Igreja no mundo todo.

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O Pai dos que não tem pai

Quando a morte vem arrebatar um pai, como rezar?

Você deve lembrar que Nosso Senhor nos ensinou a chamar a Deus de Pai: “Pai nosso”. É de Deus que vem toda paternidade e como dia o Apóstolo São Paulo ninguém é tão Pai quanto Ele. Ele é o Senhor e Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.

Certa vez havia em uma casa um pobre operário que estava em seu leito de morte. E antes de partir desta vida reuniu os filhos e disse: “Meus filhos, vou morrer, mas não vos deixarei sem pai”. Ele então entregou a eles uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e completou: “Neste Coração divino e misericordioso encontrareis sempre o Pai daqueles que não tem pai.

Quando a dor da orfandade atingir alguém e seu coração sentir o vazio de perder um pai, a pessoa deve rezar: “Senhor, Pai dos que não tem pai. Sede meu Pai, e inundai meu coração com a misericórdia e consolação de vosso Divino Coração.”

A Mãe da Consolação

São Frederico Ozanam certa vez disse: não há nada mais triste, nada mais desolador do que o vazio aberto pela morte ao nosso redor. Conheci esse tormento depois da morte de minha mãe. Mas durou pouco. Não tardaram a vir outros momentos em que cheguei a compreender que não se está sozinho e que algo de uma suavidade infinita se passou dentro de mim. Era decerto uma confiança que não me havia abandonado. 

E ele continuou: As vezes ao rezar, julgo ouvir sua voz rezando comigo. Finalmente, quando comungo, quando o Salvador me visita, imagino que ela O segue até meu coração, do mesmo modo que o seguiu em vida, quando encontrava um sacerdote que levava o viático para um moribundo. Como é bom e consolador chorar, com saudades de uma santa mãe.

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Os anjinhos de Deus

Quem pode calcular a dor imensa de um coração materno ferido com a morte de um filho recém-nascido? 

Se uma Mãe chora a morte de um filho, chora com razão, pois é necessário o pranto para desafogar o coração. Mas ela não pode se desesperar. Aquele filhinho tão belo, tão puro, não deveria ficar mais na terra, porque a vontade de Deus o queria no céu. 

São Francisco de Sales assim consola as mães neste momento: Eis o vosso filhinho no paraíso, com os santos e Anjos inocentes. Agora ele conhece bem o trabalho que tivestes durante o pouco tem que cuidastes dele e recorda todas as orações que recitastes por ele. Em troca, ele agora roga pela mãe no céu e pede que Deus abençoe sua mamãezinha queria, que no mundo chora.

Se a mãe soubesse que seu anjinho saiu de seus braços para o seio de Deus e é tão feliz agora, com certeza não haveria nenhuma blasfêmia, desespero e revolta contra Deus.

A Mãe de Santa Teresinha, na morte de seu filho, toda resignada dizia entre lágrimas e com fé: Deus me deu, Deus me tirou! Bendito seja Deus! Faça-se a Vossa vontade, meu Deus! Eu vos entrego, eu vos restituo o que é Vosso! Tende pena de uma mãe aflita que vos oferece este sacrifício!

A Mãe das almas do purgatório

Maria Santíssima não é só na terra a consoladora dos Aflitos. O amor desta mãe é tão grande que se estende até às chamas purificadoras do purgatório. Sim, pois, qual mãe ficaria insensível, vendo um filho no meio das chamas de um incêndio?

Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, não é insensível ao sofrimento dos que estão no purgatório se purificando. São Vicente Ferrer exclama: Oh! Como Maria é bondosa para com seus filhos que gemem no purgatório! Por sua intercessão, a todo instante, são consoladas e socorridas!

A Própria Virgem Maria disse certa vez a Santa Brígida: Eu sou a Mãe de todos que estão no purgatório, porque todas as penas infligidas aos mortos, para expiação de suas culpas são aliviadas pelas minhas orações.

Como é bom ser filho de Maria! Ela o socorre nesta vida, o socorre na hora derradeira, o socorre ainda no momento da passagem para eternidade e vai mais além. Desce até o purgatório para visitar seus filhos e consolá-los.

Virgem Maria, doce estrela de Jacó, que brilhais sobre o oceano de fogo que se chama purgatório, tende compaixão das pobres almas que sofrem no purgatório. Boa Mãe, vide em meu socorro, doce alívio de minha alma, doce refrigério do Purgatório, guardai-me entre vossas mãos. Amém.


Rezemos por nossos familiares e amigos que já se foram no dia de Finados. Não se esqueça deles!

A Associação Maria Rainha dos Corações defende os valores da família cristã!

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