São José, o primeiro devoto de Nossa Senhora

Você já parou para meditar sobre a fisionomia e o perfil moral de São José,  grande Santo, ao qual o próprio Filho de Deus quis ser submisso?

Por exemplo, quando falamos por telefone com alguém que não conhecemos ainda, ocorre algo curioso. Instintivamente tentamos imaginar o perfil físico e moral da pessoa. Pela inflexão de voz, pela forma de rir, pelo modo de conversar, é fácil fazer uma ideia de nosso interlocutor. Assim, nasce ou uma simpatia ou antipatia.

Enfim, encontramos a pessoa, e há simultaneamente uma surpresa e uma confirmação. Certos aspectos dele são novos, e causam-nos admiração, enquanto outros correspondem àquilo que imaginávamos, à distância.

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A fisionomia dos Santos

Da mesma forma, algo parecido acontece quando pedimos a intercessão de algum Santo. Às vezes procuramos imaginar como seria ele, e por isso, procuramos conhecer algo da sua vida. E quando nos idenficamos com ele, exclamamos interiormente “Este é o protetor de que eu precisava!…” E recorremos com mais fé ao seu auxílio. Por quê?

Porque há entre o Santo e nós certa semelhança de situações da existência. Por exemplo, ele passou por dificuldades parecidas com as nossas então, vai compreender melhor as nossas carências e debilidades. Pode haver até alguma semelhança psicológica… Estabelece-se, assim, uma simpatia que tem ao mesmo tempo algo de natural e de sobrenatural.

Nesse sentido, as boas imagens dos Santos têm a função de nos apresentar algo do perfil psicológico e sobrenatural do santo. A fotografia veio quase dispensar o trabalho dos pintores e escultores, para os de nossa época. Contudo, nos mil e novecentos anos anteriores da História da Igreja, quantas fisionomias de Santos que gostaríamos de ter conhecido…

Primeiramente, com certeza, a de Nosso Senhor Jesus Cristo, da qual só ficou um esboço no Santo Sudário. Igualmente pensamos, e como seria a fisionomia de Nossa Senhora?

Enfim, hoje convido o leitor a se recolher um pouco e fazer uma meditação um tanto diferente: tentar imaginar, em nosso interior, a fisionomia e o perfil moral de um bem-aventurado.

Dessa forma, façamos a experiência com um grande Santo, certamente o maior que já existiu, e existirá, depois de Nossa Senhora: seu castíssimo esposo, São José.

Constante contemplador de Jesus e de Maria

Sim, leitor, como imagina você a figura majestosa e paternal de São José?

Segundo São Tomás de Aquino, todas as criaturas existentes no universo poderiam ter sido criadas por Deus de modo mais perfeito, exceto três: Jesus Cristo, a Virgem Maria e a visão beatífica.

Ora, Jesus, sendo Deus, não podia ter a mínima imperfeição. Para ser sua Mãe, é natural que Ele escolhesse a criatura humana mais perfeita possível. Deste modo, se somarmos as perfeições de todos Anjos e Santos, teremos pálida ideia da santidade de Maria.

Por essa razão Deus não iria escolher para esposo de sua Mãe Virginal, para seu pai adotivo, alguém que não estivesse à altura de tal missão. Tinha de ser um homem proporcionado a essa esposa, pelo seu amor de Deus, pela sua justiça, pela sua pureza, por sua sabedoria, por todas as qualidades. Esse homem foi São José.

Primeiramente recordemos que ambos eram da Casa Real de David. Talvez até tivessem certa semelhança física, entre si. É possível até que São José fosse parecido em alguns traços fisionômicos com o Rei Davi, seu glorioso antepassado, do qual diz a Sagrada Escritura: “louro, de belos olhos e mui formosa aparência (…) valente e forte, fala bem, tem um belo rosto, e o Senhor está com ele” (I Sm 16, 12 e 18). 

Por fim, do ponto de vista sobrenatural, São José alcançou o mais alto grau da santidade e não pode ter deixado de praticar a devoção a Nossa Senhora de modo mais perfeito, e participar das virtudes altíssimas de sua esposa virginal.

Concluímos que sua vida foi uma constante contemplação de Maria e de Jesus. Por isso ele pode ser considerado o padroeiro e modelo das almas contemplativas e dos devotos de Maria.

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O exemplo de Santa Teresa

Mas, depois desta descrição, sentimos tanta desproporção com São José… Onde encontrar algum ponto de afinidade com tão grande Santo, para confiarmos em sua poderosa intercessão?

Frequentemente Santa Teresa de Jesus, dizia querer “convencer todas as pessoas a serem devotas deste glorioso Santo, pela comprovação que fiz dos dons que ele alcança de Deus“.

E acrescentava: “Tomei como protetor e senhor o glorioso São José. Não me lembro, até agora, de lhe ter pedido alguma coisa e não ser atendida. Fico espantada com os favores que recebi de Deus por intercessão deste bem-aventurado Santo e dos perigos dos quais me livrou, tanto de corpo como de alma”. 

Do mesmo modo dizia: “A outros Santos, parece que lhes deu o Senhor poder para socorrer em um só tipo de necessidade. Este glorioso Santo, tenho comprovado que socorre em todas as necessidades. Deus quer dar a entender que, assim como foi submisso a São José aqui na Terra, também no Céu Jesus faz tudo quanto ele lhe pede.”

A devoção dos Sete Domingos

Enfim, uma das devoções a São José mais divulgadas é a dos Sete Domingos em honra de suas sete dores e sete alegrias.

Por meio dela, leitor, não só você obterá graças por intercessão de São José, como também, meditando nos sete momentos-auge de sua vida, ele lhe abrirá os segredos de sua alma virginal, dando a conhecer algo de sua fisionomia e de suas grandes virtudes.

A primeira delas, seu amor ardentíssimo a Nossa Senhora, pois são José é o primeiro devoto da Virgem Maria.


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